terça-feira, 3 de setembro de 2019

Super Julia contra o alto-astral

Pensem em uma cena de filme que te faz querer levantar da poltrona e cantar junto. Esta é a cena do restaurante no filme O casamento do meu melhor amigo, 1997, na qual todos os convidados para um almoço de ensaio de casamento cantam I Say a Little Prayer.

A música é fantástica e a forma como ela é interpretada pelos atores, começando tímida, com apenas uma voz, depois outras, um piano.... e de repente todos estão cantando, faz a gente ter vontade de levar a família ao restaurante só para fazer igual. 

O choro é livre


A música é ótima, vai haver um casamento e todos estão felizes. Mas, no meio disso tudo, tem a Julianne Potter. Ela é a única que não está se divertindo: está sofrendo, porque o grande amor da sua vida vai se casar com outra, mas tem de fingir que está tudo bem.

Não tem como não sentir empatia pela Julia Roberts nesta cena. É nítida a vontade que ela tem de sair dali. Ótima cena com música melhor ainda. Uma pérola das comédias românticas. Divirtam-se ou chorem, da para escolher.

fonte: https://tinyurl.com/daurocos1


quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Senhor Capitão

Capitão Fantástico, 2016, foi dirigido por Matt Ross, um ator obscuro que se saiu muito melhor atrás das câmeras. O capitão em questão é interpretado pelo 2 vezes indicado ao Oscar, Viggo Mortensen. A indicação de 2017 foi por este filme. Para quem não se lembra, Viggo é o eterno Aragorn da trilogia O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson.

Pai do ano


Contracultura, hippie, radical e outros termos parecidos definem a vida de Ben Cash e seus 6 filhos. E sempre há o lado alegre, colorido e otimista quando escolhemos um caminho alternativo. Quem já viu no cinema uma cena de velório em que as pessoas não estão vestindo preto, não está chovendo, não tem ninguém chorando e a música é um rock do Guns and Roses?

Assim como a vida diferentona que a família Cash levava, a versão de Sweet Child o'Mine que toca no filme é diferente também: o ritmo é folk, com direito a violão, gaita e cajón. E o mais legal é que os atores cantam e tocam os instrumentos. Uma verdadeira festa em família, mesmo que a festa em questão seja um velório.


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Meu querido diário

O filme O diário de Bridget Jones, 2001, foi baseado no bestseller com o mesmo nome de Helen Fielding. Eu não li o livro, só assisti ao filme dirigido por Sharon Maguire. E ele é bom: engraçado, boas tiradas e com cenas tocantes. Além disso, serve para jogar a realidade na nossa cara: quem nunca fez uma lista de resoluções no Ano Novo e sequer a olhou depois disso? Quem nunca se arrependeu de beber tanto a ponto de falar/fazer um monte de besteiras em público? Quem nunca se envolveu com um colega de trabalho? Quem nunca se apaixonou por uma pessoa pra lá de imprestável? E por aí vai. 

Pois é, Bridget Jones é uma heroína às avessas. Bridget Jones é gente como a gente.

A arte de pagar micos


O filme está só começando e Bridget Jones já pagou alguns micos. Bom momento para pensar o que fazer da vida no ano que se inicia.

A cena da abertura, na qual Renée Zellweger dubla All by Myself, de pijamas e bebendo vinho é icônica. É a partir daí que ela resolve tomar decisões importantes para a sua vida: parar de beber, emagrecer, fumar menos, falar menos e parar de se envolver com homens problemáticos. É a partir desta cena que o filme ganha o nome. Porque para Bridget não basta tomar decisões, é necessário anotar diariamente os progressos obtidos e perceber o quanto ela está mais perto de alcançar seus objetivos. Ou não!



terça-feira, 30 de julho de 2019

A sequência das coisas

Geralmente assistimos à uma comédia romântica sem grandes pretensões. Entretanto, Notting Hill, lançada em 1999, é uma bela surpresa: história bem bonitinha e uma trilha sonora maravilhosa que ganhou o Brit Awards. Tem Elvis Costello, Al Green, Bill Whiters... Somado ao fato de ter muitas externas num dos bairros mais legais de Londres, o próprio Notting Hill, é uma comédia romântica acima da média. Além disso, tem Julia Roberts, rainha do gênero e Hugh Grant, um inglês que sabe ser fofo.

A melhor cena de Notting Hill é um plano sequência. Esta não é uma técnica muito utilizada em filmes deste gênero. Porém, o diretor Roger Mitchell arriscou e conseguiu umas das sequências mais bonitas já vistas no cinema.

Mudaram-se as estações


A cena se inicia quando Willian Tacker volta à sua vida normal, longe da estrela de Hollywood Anna Scott, por quem está apaixonado. A música que toca é Anytime she goes away, lançada em 1971 e interpretada por Bill Whiters

A sequência tem quase dois minutos e revela a passagem do tempo pelas estações do ano. Se inicia no fim do verão, quando eles se separam - Ain't no sunshine when she's gone e, durante a cena, vamos acompanhando a chegada do outono, o inverno e a primavera. Mas o melhor de tudo é ver o que acontece ao longo do tempo. Quem prestar atenção, vai perceber que não mudam só as estações, mas as vidas, as cores, a luz. Cena maravilhosa com uma música idem.